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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

TERRITORIALIZAÇÃO DO SETOR SUCROALCOOLEIRO NO MUNICÍPIO DE QUIRINÓPOLIS A PARTIR DE 2005 Iolanda Martins da SILVA Mestranda do PPGGO UFG Campus Jataí Iolandaueg@hotmail.com Profº. Dr. Dimas de Moraes PEIXINHO Professor adjunto da UFG Campus Jataí dimaspeixinho@yahoo.com.br INTRODUÇÃO Nesse trabalho é resultado parcial da pesquisa de mestrado que está sendo desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Goiás Campus Jataí, realizada no município de Quirinópolis-Go, que traz em suas matizes as transformações socioespaciais advindas com a territorialização do setor sucroalcooleiro na região. O foco principal será apresentar e discutir alguns elementos em destaque no âmbito da expansão da agroindústria canavieira no município, qual seja, as formas de apropriação, domínio das terras e a dinâmica da instalação do capital agroindustrial personificado por estas empresas. Neste cenário, busca-se enfatizar o caráter monocultor da cana-de-açúcar, a qual avança pela paisagem substituindo antigas áreas de pastagens/lavouras, promovendo a dependência dos ditos donos da terra e impondo o ritmo da agroindústria canavieira. Para análise das formas de apropriação das terras e territorialização do capital canavieiro, utilizamos as categorias, propriedade privada da terra e renda da terra, que no município da pesquisa se relacionam à disponibilidade de áreas propícias a expansão do setor, bem como, o preço acessível das terras, seja para a compra ou para o arrendamento, fator esse decisivo nas estratégias de territorialização, acesso e controle das terras. METODOLOGIA Parte-se da premissa que o uso da terra é condição para a produção, e que, o seu controle, no sistema capitalista, se faz através da propriedade privada. Assim, os setores que têm nas atividades agrícolas, como é o do sucroalcooleiro, precisam apropriar-se de terra, pela aquisição ou arrendamento, para realizarem as suas atividades. Nessa perspectiva faz necessário um aprofundamento com autores clássicos e contemporâneos sobre a propriedade da terra, sua lógica como controle territorial e as conseqüências dessas disputas no processo de configuração espacial. Uma vez estabelecida a base teórica buscar-se-á os nexos da expansão do setor sucroalcooleiro em Goiás e especialmente no município de Quirinópolis. A base para a análise desse processo de ocupação, em diferentes períodos e em escala regional e local, se dará a partir das interpretações de dados empíricos e secundários, além das pesquisas que estão sendo realizadas sobre essa temática. A coleta de dados empíricos, já em andamento, está sendo realizada a partir de entrevistas e questionários semi-estruturados com: os produtores de cana (fornecedores, arrendatários e parceiros), com proprietários de terras, agentes públicos e os empreenderes, já os dados secundários estão sendo sistematizados a partir do: IBGE, SIFAEG, e SEAGRO. RESULTADOS E DISCUSSÕES Quirinópolis, nos últimos seis anos, está tendo sua dinâmica socioterritorial alterada com a instalação de duas unidades industriais do setor sucroalcooleiro, sendo elas: a Usina São Francisco do grupo USJ,e a Usina Boa Vista do grupo São Martinho. Vindas de São Paulo, estes grupos se instalam em áreas já ocupadas pelas atividades de pecuária e de agricultura, substituindo as áreas de pastagens e de cultivo de grãos (soja, milho e sorgo), o que provocou um deslocamento dessas atividades para outras regiões (nova expansão agrícola), bem como, mudanças no setor produtivo do município. Tomaz Jr. (2002) entende que este processo estaria relacionado à introdução da matriz energética brasileira no início deste século, que incentivou a produção de combustíveis renováveis, onde a região Centro Oeste torna-se atrativa para a instalação de empresas do setor sucroalcooleiro, sendo que, o interesse por esta região é justificada pela qualidade e quantidade de terras disponíveis. Esta dinâmica ocorre com o deslocamento das empresas da região Sudeste do país que neste contexto já não dispunha de terras para a expansão do setor, e assim, atender a demanda nacional e internacional. Logo o estado de Goiás e, por conseguinte o município de Quirinópolis presenciou uma busca acelerada de terras que proporcionasse essa expansão energética. Neste sentido a terra passou a ser o alvo principal para a expansão do setor canavieiro, onde os capitalistas buscam áreas propícias para a sua reprodução. No município de Quirinópolis esse processo está reorganizando a conformação espacial através do controle da terra, seja pelo arrendamento, compra ou parcerias. A forma de territorialização do setor apontado, conforme mostram Lima e Ramos (2010, p.4) “se dá pelo modelo convencional de fornecimento da matéria prima, ou seja, os dados indicam que a cana própria ultrapassa 90% da produção total da usinas em Goiás”. Já em Quirinópolis tomando como base os dados apenas da usina São Francisco do grupo USJ, a cana própria ultrapassa 50% da produção total conforme mostra a tabela abaixo. Tab.1: Área de cana plantada (expansão) (ha) pela Usina São Francisco de 2005/11 Fonte: USJ/2011. Elaboração da autora Apesar dos dados acima se referirem à usina São Francisco, pelos dados levantados em entrevistas a unidade Boa Vista do Grupo São Martinho, opera nos mesmos moldes quanto à apropriação das terras, modelo predominante em Goiás. A apropriação de terras, segundo este modelo, conforme afirma Ramos (1999, p.21), “o controla todo o processo produtivo, a partir da propriedade fundiária, que é, ao mesmo tempo, base do poder político e da obtenção de privilégios”. Deste modo, o domínio e a apropriação da terra, além da propriedade privada, são dados também pelo arrendamento e a parceria. Essas formas de domínio podem ser entendidas como a exploração da terra objetivando o lucro, e nesse viés pode se observar no município, a grande demanda por terras para o plantio da cana, demanda esta, que tem majorado os preços da terra seja para a venda seja para o arrendamento. Segundo o senhor, Antonio Carlos Borges, presidente da AGROVALE (Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Vale do Paranaíba LTDA), os preços das terras propiciam ao cultiva da cana, na região de Quirinópolis, a partir de 2005, tiveram uma grande majoração, passando de 4 mil para 8 mil, podendo chegar a 12 mil, dependendo da proximidade das industrias Esta dinâmica é apontada por Oliveira (2005) como a territorialização do capital monopolista na agricultura que implantado pelas indústrias sucroalcooleiras, “revela as possibilidades de os usineiros apropriarem se da renda capitalista da terra, principalmente na sua forma absoluta.” Oliveira (2005, p.105). PARTICIPAÇÃO Ano Própria Parceria Fornecedor Expansão/ano 2005 630 2.406 1.439 4.475 2006 232 5.102 11.094 16.428 2007 70 3.897 9.174 13.141 2008 447 8.930 4.389 13.766 2009 9 5.244 733 5.986 2010 378 3.953 2.108 6.439 2011 123 3.302 3.095 6.520 Total geral 1.889 32.834 32.032 66.755 A partir daí, é possível entender como a renda da terra circunscreve o processo de consolidação da agroindústria canavieira no município da pesquisa, proporcionando as transformações socioterritoriais, fator este que promove a territorialização e o controle econômico da região. No processo da disputa pelo uso do solo, nos últimos seis anos, as estatísticas consolidadas pelo IBGE e SEPLAN (2010) referentes à utilização da terra no município de Quirinópolis, apontam que as áreas de cultivo da soja e pecuária sofreram um forte declino a partir de 2005. Embora as áreas de pastagens tenham sido reduzidas, percebe se que a criação de gado continua estável, porém este fato se deve às novas formas tecnológicas para a pecuária. O exemplo disso é a implantação dos confinamentos na região. Tal alteração de usos do solo promove a territorialização de setor sucroalcooleiro assim como a substituição das culturas antes existentes, conforme mostra a tabela 2. Tabela 02- Principais Produtos Agrícolas/pecuária do Município de Quirinópolis-Go (2005/2010) Fonte: IBGE/SEAGRO (2009/2010). Elaboração da autora Contudo vale ressaltar que a soja cultivada no município, sofre uma redução significativa quando sai de uma área plantada 50.000 ha em 2005 para 21.000 hectares em 2010. Quanto ao cultivo de milho, pode se perceber que este foi reduzido de 8.000 hectares em 2006, para 3.500 ha em 2010, cedendo, portanto, área para o cultivo da cana-de-açúcar. CONCLUSÃO Já se pode constatar, mesmo que preliminarmente que, a expansão do setor sucroalcooleiro, em Quirinópolis, está ocupando áreas de outras atividades, especialmente as áreas de grãos. Uma vez ocupada essas áreas, essas atividades estão deixando o município, o que desarticula esse setor, implicando na dinâmica econômica local. Dessa forma, a troca de uma atividade por outra não gera um aumento na diversificação da economia local. Com relação à atividade pecuária, SAFRA MILHO SOJA GADO Área/ha Rend. kg/ha Prod./ton Área/ha Rend. kg/há Prod./ton Prod./cabeça Área Pastagem (ha) 2004/05 6.500 6.000 39.000 50.000 1.611 80.550 298.000 280.726 2005/06 8.000 5.500 44.000 37.000 2.900 107.300 356.000 318.536 2006/07 7.000 4.900 34.300 25.000 2.000 50.000 344.000 318.536 2007/08 6.000 5.900 35.400 10.000 2.500 25.000 330.000 294.274 2008/09 4.500 7.000 31.500 20.000 2.920 58.400 340.000 294.270 2009/10 3.500 6.000 25.750 21.000 2.920 61.300 334.000 284.063 principal atividade local, normalmente explorada em solos menos apropriados para exploração de grãos, os dados não indicam uma redução da atividade. Porém, ainda não se pode afirmar que não haverá uma redução entre os proprietários, especialmente os médios e pequenos, pois, de uma forma geral, não dispõem de capital para intensificar a sua produção. Outro aspecto que já é possível de constatar é que a territorialização do setor sucroalcooleiro se dá pela apropriação da terra pela aquisição (se não em nome das próprias empresas da usinas, mas pelos seus prepostos) e através do arrendamento para produção própria ou através de parcerias. Esse processo de territorialização está alterando a configuração socioespacial na sua estrutura produtiva com rebatimentos na dinâmica demográfica e urbana do município de Quirinópolis. REFERÊNCIAS IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sistema de Informações Estatísticas e Geográficas. Rio de Janeiro. 2010. LIMA Divina Aparecida L. Lunas e RAMOS, Pedro. O embate entre duas vias de fornecimento de cana-de-açúcar para a agroindústria canavieira de Goiás Brasília: III Conferência Internacional em História Econômica & V Encontro de Pósgraduação em História Econômica, 2010. OLIVEIRA, A. Umbelino de. A Geografia Agrária e as transformações territoriais recentes no campo brasileiro. In: CARLOS, A.F. (org.). Novos caminhos da Geografia. São Paulo: Contexto, 2005. _______Renda da Terra de Monopólio. REVISTA ORIENTAÇÃO, São Paulo, n. 7, 1986 a. RAMOS, Pedro. Agroindústria canavieira e propriedade fundiária no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1999. 245p. (Economia e Planejamento; 36; Série Teses e Pesquisas; 21). SEPLAN. Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento do Estado de Goiás. Goiás em dados. Disponível em Acessado em 15 de março de 2010. THOMÁS JR, Antonio. Por trás dos canaviais os “nós” da cana: a relação capital X trabalho e o movimento sindical na agroindústria canavieira paulista. São Paulo: Annablume/FAPESP, 2002. USJ, Usina São Francisco Coordenação de Processos Agrícolas. Quirinópolis, 2010.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A Chegada de uma Criança Especial na Família


LÉLIO BRAGA CALHAU
Promotor de Justiça (criminal) do Ministério Público do Estado de Minas Gerais.
Pós-Graduado em Direito Penal pela Universidade de Salamanca (Espanha).
Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela Universidade Gama Filho (RJ).
Professor de Direito Penal da Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE).
2º Diretor Secretário do ICP – Instituto de Ciências Penais de Minas Gerais.
Autor do livro “Resumo de Criminologia”, 4ª ed., Impetus, RJ, 2009.
1. Notas introdutórias – 2. Criminologia: uma visão interdisciplinar – 3. Bullying: raízes da violência e a contribuição de Albert Bandura – 4. A caracterização do bullying – 5. Reprodução do bullying na vida cotidiana – 6. Bullying e gangues: algumas semelhanças – 7. Considerações finais – 8. Referências bibliográficas.

1. Notas introdutórias.
É notório que o Brasil passa um grave problema de aumento da criminalidade. Esse fato fica bem demonstrado quando analisamos a situação do sistema penitenciário brasileiro. Embora a população carcerária tenha crescido muito e de forma rápida nos últimos quinze anos, não houve uma redução significativa nos índices de criminalidade.
A criminalidade aumentou nas grandes cidades e, agora, avança rumo ás cidades médias. A população está assustada. Muitos afirmam que estão presos dentro de suas próprias casas. O Sistema da Justiça (Poder Judiciário, Ministério Público, Polícias e Administração Penitenciária) é acusado de não funcionar corretamente e não garantir a proteção desejada pela sociedade civil.
O Direito Penal é acusado de ser injusto: grave para alguns e demasiadamente benevolente para os infratores das classes média e alta. A Criminologia busca, com seu conhecimento sistematizado, reverter essa situação. Cabe á Criminologia coletar, organizar e interpretar a ocorrência dos crimes, possibilitando uma estruturação e compreensão adequada da criminalidade. Essa tarefa não é realizada pelo Direito Penal, ele apenas age após a ocorrência dos crimes. A criminologia busca antecipar a ocorrência dos crimes e intervir para que os mesmo não ocorram.
A Criminologia busca, então, prevenir os crimes. Para tanto é necessário que o criminólogo pesquise e estude os fatores que originam a criminalidade. Já está superado há muito o pensamento que defendia a ocorrência de crimes por força de apenas um elemento (biológico sociológico ou psicológico etc.). Hoje, trabalhamos com fatores concorrentes. Não há uma motivação única, mas fatores que concorrem para a ocorrência de crimes.
O bullying, neste contexto, é uma situação, que, em não sendo controlado, propicia a ocorrência de situações-problema e a sua posterior reprodução no meio social, de forma que a tolerância e o respeito sejam abandonados em detrimento de uma linha de relação pessoal interpessoal onde seja aplicada a exploração do mais fraco pelo mais forte. A sensibilização da Criminologia, na sua missão de prevenir a ocorrência de crimes, é trazer á lume essa prejudicial relação dinâmica entre protagonistas, expectadores e vítimas no bullying.
2. Criminologia: uma visão interdisciplinar
O Direito Penal trabalha com o método dedutivo. Ele dá a norma e estuda a sua interpretação e aplicação. Partimos do geral para o específico. A Criminologia faz a operação inversa, ela trabalha com o método indutivo, parte do estudo dos casos e induz para a regra geral.
Outra grande contribuição da Criminologia para o estudo do bullying (e do resto dos crimes) é a utilização do método interdisciplinar (dizem alguns autores também do método transdisciplinar).
O profissional do direito (juiz, promotor, delegado, advogado, defensor público etc.), regra geral, sente dificuldades em manejar o conhecimento de outras áreas. É comum o profissional do Direito encarar o Direito como o supra-sumo do conhecimento, o “conhecimento dos deuses”, uma espécie de conhecimento superior, em detrimento ás demais áreas de conhecimento. Isso é refletido na postura de alguns desses profissionais. Salo de Carvalho chama este processo de “hierarquização do saber”.
A Criminologia não admite essa visão, busca integrar todas as formas possíveis de conhecimento, para a melhor compreensão do fenômeno criminal.
A Criminologia é a ciência que estuda o fenômeno criminal e, em resumo, busca o seu diagnóstico, prevenção e seu controle. Para tanto, ela utiliza uma abordagem interdisciplinar e se vale de conhecimento específico de outros setores como a sociologia, psicologia, biologia, psiquiatria etc., para lançar um novo foco, com a busca de uma visão integrada sobre o fenômeno criminal.
A Criminologia busca mais que a multidisciplinariedade. Esta ocorre quando os saberes parciais trabalham lado a lado em distintas visões sobre um determinado problema. Já a interdisciplinaridade existe quando os saberes parciais se integram e cooperam entre si. Fazendo um paralelo com o marketing, a multidisciplinariedade busca agradar o cliente, e a interdisciplinaridade quer encantar o cliente. Vê-se que a visão interdisciplinar é mais profunda que a abordagem multidisciplinar.
Toda vez que a Criminologia tentou identificar um fator isolado como causador da criminalidade ela cometeu um grande erro. Hoje, o que sabemos, é que a criminalidade tem inúmeras motivações e fatores (uns internos e outros externos) concorrentes e que de uma forma ou outra facilitam o surgimento dos crimes.
3. Bullying: raízes da violência e a contribuição de Albert Bandura.
A questão da infância e da juventude é ponto nuclear para compreendermos alguns dos (inúmeros) fatores que podem influenciar efetivamente a prática dos delitos. O que ocorre em nossa infância vai refletir em nossa vida adulta. A Criminologia tem buscado junto á Psicologia entender como esses fatores influenciam o ser humano em desenvolvimento, propiciando situações que o predisponham ao envolvimento futuro com crimes, em especial, os praticados com violência ou grave ameaça.
Mas o que o fenômeno bullying pode ter com relação direta à violência e a criminalidade no Brasil. Pouco estudado ainda no Brasil e quase que totalmente desconhecido pela comunidade jurídica, o bullying começa a ganhar espaço nos estudos desenvolvidos por pedagogos e psicólogos que lidam com o meio escolar.
Para simplificarmos de forma objetiva a questão da reprodução da violência no ambiente escolar, poderíamos falar de dezenas de abordagens, o que foge do caráter sintético deste trabalho. De forma exemplificativa, apresento o trabalho do psicólogo Albert Bandura e sua teoria da aprendizagem social.
Bandura e seus colegas conduziram uma série de estudos, hoje bastantes conhecidos sobre a aprendizagem observacional de comportamentos agressivos em crianças. Nesses estudos, as crianças assistiam a um filme que mostrava um adulto tendo comportamento agressivo com um palhaço de plástico inflável – socando, batendo, dando pontapés e marteladas no boneco João Bobo. As crianças que assistiam as cenas de comportamento agressivo eram mais propensas a comportar-se agressivamente quando depois lhes era permitido brincar com o boneco. Além disso, quando as crianças viam o adulto ser recompensado pela agressão também tendiam a comportar-se de modo agressivo, em comparação com aquelas que estavam no grupo de controle em que o adulto não era recompensado nem punido. Contrariamente, as crianças que assistiam à punição do adulto eram menos propensas a comportar-se de modo agressivo do que as do grupo de controle. Porém, ver um comportamento agressivo ser recompensado não era necessário para induzir o aumento da agressão. As crianças que não viam o comportamento agressivo ser recompensado eram mais agressivas posteriormente do que as que viam o mesmo modelo adulto ter comportamentos neutros (e também não recompensados). A aprendizagem observacional não exigia a observação de recompensas; apenas o ato de ver o próprio comportamento agressivo era suficiente para ensiná-lo ás crianças.


Foto 1: Experimento de Albert Bandura – “João Bobo/Bobo Doll Experiment”.
Vários experimentos subseqüentes demonstraram que as pessoas aprendem uma variedade de reações novas só de percebê-las em outras. Isso é preocupante porque as pessoas estão assistindo a uma quantidade cada vez maior de filmes e programas de televisão bastante violentos. Bandura afirmou que os indivíduos podem reunir informações provenientes de várias observações distintas, de modo que novos modelos de comportamento um tanto quanto diferentes de qualquer outro antes estudado podem ser desenvolvidos.
A capacidade de dar respostas novas observadas algum tempo antes, mas nunca realmente praticadas, é possível devido às habilidades cognitivas humanas. Os estímulos oferecidos pelo modelo são transformados em imagens daquilo que o modelo fez ou disse ou parecia e, ainda mais importante, são transformados em símbolos verbais que mais tarde podem ser lembrados. Essas habilidades cognitivas, simbólicas, também permitem aos indivíduos transformar aquilo que aprenderam ou combinar o que observaram em diferentes modelos em novos padrões de comportamento. Assim, ao observar os outros, podemos desenvolver soluções novas, e não simplesmente imitações obedientes.
Bandura sugere que a exposição a modelos, além de levar á aquisição de novos comportamentos, tem outros dois tipos de efeito. Primeiro, o comportamento de um modelo pode simplesmente servir para provocar o desempenho de respostas semelhantes já existentes no repertório do observador. Esse efeito facilitador é especialmente provável quando o comportamento é de natureza socialmente aceitável. A segunda maneira como um modelo pode influenciar um observador ocorre quando um modelo está apresentando um comportamento socialmente proscrito ou desviante. As inibições do observador com relação a ter aquele comportamento podem ser reforçadas ou enfraquecidas ao observar o modelo, dependendo de o comportamento do modelo ter sido punido ou recompensado.
Vítimas e espectadores, submetidos a atos de bullying, comportamento social desviante (podendo até ser criminoso quando envolvem adultos) adquirem um novo modelo de comportamento pela observação do comportamento de outros. Esse modelo de comportamento do bullying não necessita ser reforçado. Elas passam a internalizar que tal conduta é “permitida”, mesmo sendo efetivamente desviante, e que tais ações de exploração do mais fraco, do diferente, do deficiente físico são válidas para o seu grupo.
Os seres humanos aprendem observando. Esta é a reposta simples que Bandura propôs. Intuitivamente, ela é óbvia. Contudo, a aprendizagem pela observação viola o pressuposto tradicional da teoria da aprendizagem – segundo o qual a aprendizagem só ocorre se existir reforço. Bandura afirmou que é possível distinguir entre a aprendizagem e o desempenho. O reforço fornece os incentivos necessários para o desempenho, mas não é imprescindível para a aprendizagem.
O experimento de Bandura nos demonstra a capacidade que as crianças (e todos os seres humanos) possuem de aprender comportamentos agressivos apenas com a mera observação dos mesmos. Essa situação, no caso do bullying, se aplica a todos os envolvidos ( inclusive espectadores e vítimas), que acabam internalizando esse padrão de comportamento (uso da violência) em suas vidas.
4. A caracterização do bullying.
Existem alguns critérios básicos, que foram estabelecidos pelo pesquisador Dan Olweus, da Universidade de Bergen, Noruega (1978 a 1993), para identificar as condutas de bullying e diferencia-las de outras formas de violência e das brincadeiras próprias da idade. Os critérios estabelecidos são: ações repetitivas contra a mesma vítima num período prolongado de tempo; desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima; ausência de motivos que justifiquem os ataques. Acrescentamos ainda que devem levar em consideração os sentimentos negativos mobilizados e as seqüelas emocionais, vivenciados pelas vítimas de bullying.
Para Cleo Fante, o bullying é uma palavra de origem inglesa, adotada em muitos países para definir o desejo consciente e deliberado de maltratar uma outra pessoa e colocá-la sob tensão; termo que conceitua os comportamentos agressivos e anti-sociais, utilizado pela literatura psicológica anglo-saxônica nos estudos sobre a violência escolar. Não se tratam aqui de pequenas brincadeiras próprias da infância, mas de casos de violência, em muitos casos de forma velada praticadas por agressores contra vítimas. Elas podem ocorrer dentro de salas de aulas, corredores, pátios de escolas ou até nos arredores. Elas são, na maioria das vezes, realizadas de forma repetitiva e com desequilíbrio de poder. Essas agressões morais ou até físicas podem causar danos psicológicos para a criança e o adolescente facilitando posteriormente a entrada dos mesmos no mundo do crime.
Para a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção á Infância e à Adolescência (ABRAPIA), por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de bullying, as ações que podem estar presentes no bullying são: colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, encarnar, sacanear, humilhar, fazer sofrer, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurra, ferir, roubar e quebrar pertences.
5. Reprodução do bullying na vida cotidiana
É comum entre os alunos de uma classe a existência de diversos conflitos e tensões. Há ainda inúmeras outras interações agressivas, ás vezes como diversão ou como forma de auto-afirmação e para se comprovarem as relações de força que os alunos estabelecem entre si. Caso exista na classe um agressor em potencial ou vários deles, seu comportamento agressivo influenciará nas atividades dos alunos, promovendo interações ásperas, veementes e violentas. Devido ao temperando irritadiço do agressor e á sua acentuada necessidade de ameaçar, dominar e subjugar os outros de forma impositiva pelo uso de força, as adversidades e as frustrações menores que surgem acabam por provocar reações intensas. Ás vezes, essas reações assumem caráter agressivo em razão da tendência do agressor a empregar meios violentos nas situações de conflitos. Em virtude de sua força física, seus ataques violentos mostram-se desagradáveis e dolorosos para os demais. Geralmente o agressor prefere atacar os mais frágeis, pois tem certeza de dominá-los, porém não teme brigar com outros alunos da classe: sente-se forte e confiante.
Quanto aos demais alunos, acabam se tornando testemunhas, vítimas e co-agressores dessa cruel dinâmica. Se não participarem do bullying, podem ser as próximas vítimas. Não denunciam e se acostumam com essa prática violenta, podendo até encará-la como normal dentro do ambiente escolar (e um dia até no ambiente de trabalho). O bullying acaba criando um ciclo vicioso, arrastando os envolvidos cada vez mais para o seu centro.
Para romper aos poucos com o ciclo vicioso, cada parte deve examinar sua própria contribuição involuntária para o padrão e fazer algo diferente que tenha mais chances de reduzir o problema exteriorizado. É necessário que abandonem essa postura de culpar uma à outra e caminhem em direção a uma compreensão mais profunda do problema que há entre elas.
Lecionam Fante e Pedra que os espectadores representam a maioria dos alunos de uma escola. Eles não sofrem e nem praticam bullying, mas sofrem as suas conseqüências, por presenciarem constantemente as situações de constrangimento vivenciadas pelas vítimas. Muitos espectadores repudiam as ações dos agressores, mas nada fazem para intervir. Outros as apóiam e incentivam dando risadas, consentindo com agressões. Outros fingem se divertir com o sofrimento das vítimas, como estratégia de defesa. Esse comportamento é adotado como forma de proteção, pois temem tornar-se as próximas vítimas.
O sofrimento emocional e moral (até físico eventualmente) da vítima são patentes. É comum que a vítima mantenha a lei do silêncio, pois, na maioria das vezes, as agressões são apenas morais e não deixam vestígios.
Compreender a dinâmica desse fenômeno é importante para controlá-lo. Será que o conselheiro tutelar, assistente social, membro do Ministério Público ou Poder Judiciário saberá lidar de forma efetiva e adequada com essa situação? Estamos preparados para dar uma resposta efetiva para reduzir o bullying? Sem procurar entender as origens do problema e seu funcionamento a resposta dos agentes do Estado poder mais agravar do que resolver a situação. O motivo: imposições externas tendem a não ser seguidas a médio e longo prazo pelos jovens e adolescentes (nem com adultos) quando não partem de um consenso com o grupo envolvido.
6. Bullying e gangues: algumas semelhanças.
O fenômeno bullying estimula a delinqüência e induz a outras formas de violência explícita, produzindo, em larga escala, cidadãos estressados, deprimidos, com baixa auto-estima, capacidade de auto-aceitação e resistência á frustração, reduzida capacidade de auto-afirmação e de auto-expressão, além de propiciar o desenvolvimento de sintomatologias de estresse, de doenças psicossomáticas, de transtornos mentais e de psicopatologias graves. Tem, como agravante, interferência drástica no processo de aprendizagem e de socialização, que estende suas conseqüências para o resto da vida podendo chegar a um desfecho trágico. Em situações de ataques mais violentos, contínuos e que causem graves danos emocionais, a vítima pode até cometer suicídio ou praticar atos de extrema violência.
Registro a grande similaridade do funcionamento do bullying e o das gangues como forma de perpetuação do grupo. Há um movimento forçando de fora para o centro todos os agentes (provocadores, expectadores e vítimas) de que forma que o bullying e as gangues sempre se perpetuem. A “norma interna” é não se envolver, não interromper o movimento (sob pena de se tornar uma vítima) e nunca denunciar os agressores.
Pais e professores têm, então, no grupo de colegas da mesma idade rivais muito fortes, que podem influenciar emocionalmente seus filhos e alunos muito mais do que eles mesmos conseguiriam fazer e com os quais, de todo modo, é preciso aprender a colaborar.
Se frustrações, insultos ou modelos agressivos aumentam as tendências de pessoas isoladas, então esses fatores têm probabilidade de inspirar as mesmas reações em grupos. Ao começar um tumulto, os atos agressivos, por exemplo, muitas vezes espalham-se rapidamente após o início de um processo agressivo de uma pessoa antagônica. Ao verem saqueadores pegando livremente aparelhos de tevê, espectadores normais, que respeitam as leis, podem abandonar sua inibição moral e imitá-los. Os jovens, muitas vezes, se envolvem em atos de violência e/ou contrários á lei por influência de grupos de amigos, situações que dificilmente ocorreria, se o jovem fosse atuar de forma isolada. A influência de grupos traz pesadas conseqüências em alguns casos.
Se para o jovem adulto envolvido com gangues é difícil romper esse ciclo vicioso, mesmo tendo pouca participação, o que se esperar de pequenas crianças dentro de uma sala ou escola? Elas, mais do que os adultos, tendem a não querer atritos (esquiva) com os colegas do grupo.
Não só as vítimas do bullying querem o seu fim. Os expectadores, em grande número dos casos, não concordam com o andamento do bullying (ou dos rumos da gangue), mas, por medo de se tornarem alvos, passam a agir de forma omissa e não se intrometem nos rumos do pensamento decidido pelo grupo (que ao final são poucos que dominam um grande número de pessoas).
7. Considerações finais
A Criminologia busca a prevenção dos crimes. Ele estuda os fenômenos que aumentam a probabilidade do surgimento dos crimes. O estudo do bullying se faz necessário, nesse contexto, para romper com um modelo de resolução de conflitos que cultua a exploração dos mais fracos ou os diferentes e que tem como motor a intolerância com o próximo.
É preciso buscar um diagnóstico do bullying naquela realidade escolar local. O esclarecimento pode, em muitos casos, poder facilitar o controle dessas situações. Para que isso possa ser conseguido é necessário que haja um diálogo franco entre os envolvidos. Isso evitará que os envolvidos tenham uma mensagem da sociedade que os problemas devem ser resolvidos com violência ou com a anulação moral dos mais fracos.
Há ainda o problema da formação de grupos até gangues pela ação do agressor, que podem futuramente partir para a prática de atos de delinqüência. A atuação preventiva nesses casos é a melhor saída. Devemos coibir essas práticas e propagar, em vez da violência, a tolerância e a solidariedade. Agindo assim contribuiremos para reduzir a prática futura de crimes violentos decorrentes das situações de bullying, porquanto esses comportamentos são observados, aprendidos, internalizados e podem ser reproduzidos na vida futura cotidiana pelos envolvidos em práticas de bullying, gerando conflitos graves para outras pessoas.
Há necessidade de se dialogar com a direção da escola a capacitação dos funcionários e professores para lidar com o tema e buscar o máximo possível manter um diálogo aberto e franco com as crianças e adolescentes envolvidos, com o intuito de se procurar uma solução que seja aceita pelo grupo e que seja internalizada e duradoura para aquele ambiente escolar.
O profissional do Direito (juiz de direito, promotor de justiça, advogado ou delegado de polícia), ao se deparar com um problema de bullying, deve ter estar aberto a todas alternativas possíveis que possam ser colocadas para a solução do problema. Não é o princípio de autoridade por si só, que poderá acabar com essas ocorrências num determinado ambiente escolar. Mente aberta para todas as possibilidades de solução do conflito e interação com os alunos do meio escolar. Sem a participação efetiva dos estudantes na reconstrução da situação problemática a resposta imposta pode ser temporária e não resolver o problema das vítimas. Uma resposta imposta do meio externo tende a não ser aceita pelos estudantes em médio prazo.
8. Referências bibliográficas.
ABRAPIA – Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção á Infância e á Adolescência. Disponível na Internet: http://www.bullying.com.br/BConceituacao21.htm#OqueE
BEAUDOIN, Marie-Nathalie; TAYLOR, Maureen. Bullying e desrespeito: como acabar com essa cultura na escola. Tradução de Sandra Regina Netz. Porto Alegre, Artmed, 2006.
CALHAU, Lélio Braga. Resumo de Criminologia, 3ª ed., Rio de Janeiro, Impetus, 2008.
CALHAU, _________. Criminalidade, infância e a Psicologia. Jornal Hoje em Dia, Belo Horizonte, Minas Gerais, 01.12.06, página 02. Também disponível no site www.novacriminologia.com.br
CLONINGER, Susan C. Teorias da personalidade. Tradução de Cláudia Berliner. São Paulo, Martins Fontes, 1999.
COSTANTINI, Alessandro. Bullying: como combatê-lo? Tradução de Eugênio Vinci de Moraes. São Paulo, 2004, Itália Nova.
FANTE, Cleo. Fenômeno bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Campinas, Verus, 2005.
FANTE, Cleo; PEDRA, José Augusto. Bullying escolar: perguntas e respostas. Porto Alegre, Artmed, 2008.

sábado, 5 de junho de 2010

Reflexão e compreensão a cerca da formação do pensamento geográfico: história da geografia. Campesinato

Universidade Federal de Goiás – UFG
Campus de Jataí
Programa de Pós-Graduação
Mestrado em Geografia
Mestranda Iolanda Martins da Silva
SILVA, Iolanda Martins
Mestranda em Geografia
UFG/Jataí campus Riachuelo

Reflexão e compreensão a cerca da formação do pensamento geográfico: história da geografia. Campesinato


A compreensão do pensamento geográfico através do tempo histórico, passa pela compreensão do pensamento filosófico. A Geografia tem suas origens no conhecimento global da antiguidade que buscava explicar o mundo e a existência do homem no mesmo. Assim, no intuito de sistematizar as leituras a respeito do pensamento geográfico discutiremos em um breve espaço, a visão segundo Paul Claval, dos aspectos teóricos metodológicos à respeito do objeto de estudo bem como a evolução histórica do pensamento geográfico.
Para Paul Claval a historicização da geografia evolui da geografia tradicional descritiva clássica do positivismo e do neopositivismo , para uma geografia preocupada com uma abordagem humanista e que vislumbre as dinâmicas sociais em suas várias matizes. Porém foi a partir da metade do século XX que se fez sentir mais fortemente as necessidades de uma geografia que desse conta dos movimentos de renovação e romper com a perspectiva tradicional na busca para si só de novas linguagens, novas propostas, novos caminhos
Após a Segunda Guerra Mundial, seus participantes sonharam em construir uma sociedade mais justa e mais próspera do que no início do século, onde toda a sociedade deve beneficiar se do progresso.Esses homem de ação pedem ferramentas eficazes de planificação econômica e espacial: têm necessidades de uma ciência,a interpretar evoluções complexas, não depois de terem acontecido os fatos, mas que mostrem em que sentido evoluem os sistemas das relações sociais e os fenômenos geográficos.Deve também prever todas as incidências das medidas destinadas a fazer frente, ou acelerar segundo o caso, as transformações .
A idéia de que a ciência se contenta em seguir a realidade é abandonada e é valorizada o papel da hipótese e da imaginação dos objetos de estudo científicos. O cientista aperfeiçoa o raciocínio para interpretar a realidade: esta construção teórica é tida como verdade enquanto não for contradita pela experiência .Uma hipótese científica só é aceitável se puder ser submetida a experimentação e através desta, não identificada como falsa, lembra Karl Pooper.
Este novo método, censura a geografia clássica , e juntamente com seus adeptos encontra um nome . A expressão “nova geografia” já utilizada em algumas publicações ( Claval,1964 ) é popularizada e dá uma interpretação neopositivista sistemática ao longo dos últimos anos da década de 60 . O balanço da nova geografia é positivo sob muitos pontos de vista. A geografia deixa de ser considerada uma ciência natural pois passa a tratar de realidades sociais , culturais ou econômicas. Aproxima se das ciências sociais.
Estas mudanças se dão através, principalmente, do desenvolvimento tecnológico e a aptidão para novas ferramentas de uso geográfico. Muito se pensou sobre o conhecimento de geografia articulado ao movimentos populares e dos movimentos ambientalistas e ecológicos ocorridos na década de sessenta. Difundiu-se a necessidade da relevância social e expandiram-se propostas de análise visando substituir as normas metodológicas do positivismo da geografia física tradicional .
A transposição e a dinâmica da sociedade em suas várias escalas, ocorridos na década de sessenta, difundiu-se a necessidade da relevância social e expandiram-se propostas de análise visando substituir as normas metodológicas do neopositivismo da geografia, representadas pelo materialismo dialético, fenomenologia e abordagem humanística. Tais proposições repercutiram em muitos estudos sobre os acontecimentos sociais e econômicos, no campo das questões relacionadas com a Geografia humana.
Com isso, o conhecimento científico apresentava nova dimensão a respeito da estrutura, funcionamento e dinâmica dos sistemas e à compreensão de como o mundo funciona.
Segundo Claval, “as transformações que a geografia conhece desde o início da década de 80 refletem a amplitude das mutações que afetam o mundo: o crescimento das ameaças que pesam sobre o ambiente, a mundialização da economia, a metropolização acelerada, o desmoronamento do bloco socialista, a contestação das filosofias políticas de origem ocidental”, desenha um novo perfil para o pensamento geográfico.
Assim a geografia explicativa busca compreender como os homens estruturam o espaço para permitir às sociedades funcionar eficazmente e de forma harmoniosa.
No mundo de hoje, esta etapa deve ser precedida de uma investigação sobre a maneira como os homens concebem a vida e a natureza ; a sociedade e as suas finalidades . A abordagem humanística , ainda segundo Claval é indispensável para perceber as diferentes dinâmicas em curso nas sociedades que partilham a terra..Atenta à diversidade dos sonhos e aspirações humanas , a geografia torna se essencial como introdução a todas as ciências do homem. O universo pós moderno acabou com o fetichismo do tempo. Concede ao espaço uma atenção que lhe deveria ter sido dada há muito tempo.
Concluindo, a geografia vem se ressignificando em cada contexto histórico pelo qual perpassou a humanidade.Ela não se fez de repente em sua forma científica e racional de saber. Seu desenvolvimento seguiu um caminho complexo : as abordagens que implicaram sucessivamente e a maneira de as combinar não parou de mudar...todas as matizes da humanidade sofreram as transformações e viram a imagem do mundo atual se configurar .. A Terra mantém com as sociedades humanas relações essenciais ..tomam formas diferentes consoantes as culturas e traduzem se em paisagens, modos de vida que os geógrafos se esforçam para decifrar. A geografia segundo este prisma fornece elementos de cultura em seus aspectos diversos, para que os homens se façam e se tornem autônomos” cidadãos do mundo,” em especial os homens que projetam e constroem sua história e a história da humanidade.


Vivemos em um contexto de economia globalizada, marcado por mudanças / transformações organizacionais e tecnológicas em todos os setores da economia que se fazem acompanhar de novas formas sócio-espaciais, e da re-significação das velhas formas. Como o rural, numa determinada escala, representa uma fração do espaço geográfico, suas condições naturais, juntamente com o meio técnico científico informacional, abrem novas possibilidades para o trabalho humano.
Discutir tais transformações a que se propõe compreender, a geografia agrária abre espaço no campo da investigação da ciência geográfica na atualidade possibilitando análises sobre essa problemática no século XXI, sobre as múltiplas dimensões que envolvem os aspectos teóricos e ideológicos, ponderando as contradições vividas pelo campo no Brasil e no mundo atual.
Pensar as pesquisas em geografia agrária, bem como as correntes filosóficas do pensamento nos remete ao surgimento desta ciência ainda no século XIX, segundo à luz dos debates das correntes filosóficas positivista, historicista e por ultimo sobre a influência da dialética. Segundo OLIVEIRA (2003) o positivismo, o historicismo e a dialética são as três correntes filosóficas de pensamento que fazem as raízes do pensamento geográfico moderno.
O positivismo que teve em Auguste COMTE, um de seus principais pensadores, como uma doutrina da neutralidade, estrutura um conjunto de premissas em que a sociedade é regida por leis naturais, isto é, leis invariáveis, independentes da vontade e da ação humana; na vida social, reina uma harmonia natural onde a sociedade pode, portanto, ser epistemologicamente assimilada pela natureza e ser estudada pelos mesmos métodos, e processos empregados pelas ciências da natureza. As ciências da sociedade, assim como as da natureza, devem limitar-se à observação e à explicação causal dos fenômenos, de forma objetiva, neutra, livre de julgamentos de valor ou ideologias, descartando previamente todos os preconceitos A difusão destas idéias, particularmente do postulado de uma ciência neutra, apareceu também, fora do quadro estrito do positivismo, alcançando mesmo o historicismo e o marxismo. Com isto, percebe se que a história do pensamento geográfico na Geografia Agrária, não foi, em hipótese nenhuma, diferente a influência desta corrente de pensamento, sobretudo, na sua versão atual, teórico-quantitativista, está claramente presente entre os geógrafos que estudam o campo.
Já o historicismo, escola de pensamento Alemão, defensora da autonomia do estudo científico das ciências humanas, defendia que ( Wilhelm DILTHEY) todo fenômeno cultural, social, ou político é histórico e não pode ser compreendido senão através da sua historicidade. Entende que existem diferenças fundamentais entre os fatos naturais e os fatos históricos . O historicismo está raiz filosófica do que os geógrafos chamam de possibilismo, a discussão sobre a região na Geografia tem que passar neste contexto pelo historicismo. A história do pensamento geográfico na Geografia Agrária também foi fortemente influenciada, pelo historicismo
Vários pensadores influenciados pelo pensamento marxista expõem a dialética como corrente de pensamento na geografia agrária a saber, Orlando VALVERDE, Manuel Correia de ANDRADE, Pasquale PETRONE Léa GOLDENSTEIN, Manuel SEABRA, entre outros. Esta influência tem sido marcada por princípios que sustentam esta escola de pensamento, visto que esta contesta e desmascara o discurso da neutralidade e objetivo presente no positivismo e no empirismo lógico, e mesmo no historicismo.

Para Karl MARX é "na produção social da própria vida ,que os homens contraem relações determinadas, necessárias e independentes de sua vontade, relações de produção estas que correspondem a uma etapa determinada de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais. A totalidade destas relações de produção forma a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se levanta uma superestrutura jurídica e política, e à qual correspondem formas sociais determinadas de consciência. O modo de produção da vida material condiciona o processo em geral da vida social, político e espiritual. Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência ... Assim, como não se julga o que um indivíduo é a partir do julgamento que ele faz de si mesmo, da mesma maneira não se pode julgar uma época de transformação a partir de sua própria consciência; ao contrário, é preciso explicar esta consciência a partir das contradições da vida material, a partir do conflito existente entre as forças produtivas sociais e as relações de produção".

Vale ressaltar que na história do marxismo vários autores foram influenciados pelo positivismo, o historicismo e o racionalismo. Desta forma, o estudo da agricultura brasileira tem sido feito por muitos pensadores que expressam diferentes vertentes do pensamento marxista, a exemplo, os autores que defendem o ponto de vista que no Brasil houve feudalismo ou relações semifeudais de produção. Neste viés, para que o campo se desenvolva seria preciso acabar com estas relações feudais ou semifeudais e ampliar o trabalho assalariado no campo. Para os autores marxistas a luta dos camponeses contra os latifundiários exprimiria o avanço da sociedade na extinção do feudalismo, portanto a luta pela reforma agrária seria um processo de avanço do capitalismo no campo.
A partir desse debate teórico relativo à agricultura familiar, vem sendo travado a tendência de inserção do capital monopolista, típico do sistema capitalista de produção, em todos os ramos e setores econômicos. Trata-se da generalização das relações capitalistas de produção no interior da produção agrícola. Esse processo resultaria, segundo grupos distintos de autores, ou na destruição do campesinato, ou na (re) criação das relações não capitalistas de produção a partir do processo contraditório de desenvolvimento do modo capitalista de produção.
Na primeira possibilidade apareceriam duas classes distintas: os camponeses abastados (pequenos capitalistas rurais) e os camponeses empobrecidos, que se tornariam assalariados. Os latifúndios seguiriam em direção à modernização e à transformação em empresas capitalistas, enquanto as relações não capitalistas de produção no campo estariam em vias de extinção. A desintegração do campesinato poderia ocorrer, ainda, via separação do pequeno produtor dos meios de produção através de ações políticas no processo de inserção de relações capitalistas no meio agrícola.
Segundo Oliveira (2003) a compreensão do papel e lugar dos camponeses na sociedade capitalista e no Brasil em particular, é fundamental. Ou entende-se a questão no interior do processo de desenvolvimento do capitalismo no campo, ou então, continuar-se-á ver muitos autores afirmarem que os camponeses estão desaparecendo, mas, entretanto eles, os camponeses, continuam lutando para conquistar o acesso às terras em muitas partes do Brasil. Um bom exemplo para esclarecer esta questão é o aumento do número de posseiros no Brasil.
O desafio de compreender o campesinato em movimento, suas manifestações e recriações, produzidas por suas trajetórias de vida e de luta, são algumas das questões que foram levantas nos estudos de Paulino ( 2006), que é importante referência para os a compreensão das relações capitalista no campo, sendo que tais relações, segundo a referida autora, têm provocado desde o século XIX , diversas interpretações a cerca do papel e do destino, da classe camponesa. Esta não é uma figura do passado, mas está presente nos dias atuais, sendo o campesinato constituído com a expansão capitalista e como produto da contradição desta expansão,e a posse da terra, mesmo que precária afasta o assalariamento e permite a reafirmação da autonomia familiar.
Na compreensão de Paulino (2006) , a medida em que o produtor preserva a propriedade da terra e nela trabalha, utilizando seu trabalho e o da sua família, esta terra se caracteriza, pela natureza do trabalho, como território camponês. Corroborando o pensamento de Oliveira (2003), a autora supracitada ,expõe que no plano teórico metodológico, embora não haja consenso, a respeito do papel e de um conceito do que vem a ser o camponês , esses podem se constituir em uma classe em que contraditoriamente ,o desenvolvimento capitalista não tem provocado seu desaparecimento,mas a sua recriação. Além disso, esses sujeitos nem sempre se reconhecem nesse conceito identifica se, via de regra, por lavradores, agricultores ou sitiantes. Porem tal fato não tal fato não invalida o termo enquanto conceito, que é relativamente novo, surgindo como expressão política do lugar comum desses sujeitos como camponeses.
Martins (2005) afirma que tal fato não invalida o termo enquanto conceito, que é relativamente novo surgindo como expressão política de um lugar comum destes sujeitos. O escamoteamento conceitual é o produto necessário, a forma necessária e eloqüente do modo como o camponês tem tomado parte do processo histórico brasileiro-como um excluído , um inferior, um ausente que ele realmente é, ausente na apropriação dos resultados objetivos do seu trabalho.
Os conceitos vistos como marco político, permite vislumbrar o camponês como classe no ordenamento do território. Esse ordenamento permite ao camponês reproduzir seus próprios meios de vida com uma relativa autonomia, visto que, estes estão sujeitos aos fatores impostos pelo capitalismo. Neste sentido segundo aponta Paulino (2006), este ordenamento se reproduz numa autonomia que se manifesta na maneira com que os camponeses, agregados em unidades familiares e comunitárias, controlam seu tempo e seu espaço de forma absolutamente contrastante com sua lógica dominante. A terra é o significado de subsistência de sua recriação e da própria vida. A autora adverte que não se pode pensar o processo de recriação do campesinato desvinculado da dinâmica que envolve sua propriedade, de posse e de uso, mesmo que, em face a questão agrária brasileira marcada pela concentração excludente da terra.
A questão agrária no Brasil conforme citado, tem sido marcada pela exclusão do camponês em função da concentração da terra pela monopolização do território, que assegura a transferência de renda a setores capitalistas, o que evidencia e explica a lógica contraditória do modo capitalista de produção, que redefine as relações de subordinação camponesa. A heterogeneidade deste modelo, e a principal característica do campo, pois define a existência de dois modelos de propriedade da terra: a capitalista e a camponesa, sendo que a segunda está subordinada à primeira.
Neste viés a propriedade privada capitalista nos remete ao entendimento de que, esta, se constitui enquanto instrumento para a extração da mais valia (acumulo de capital e ampliação dos meios de produção) e vista sob esta ótica como terras de negócio configurando-se como instrumento de exploração do trabalho proletário. Antagônica a este viés, a propriedade componesa consolida-se pela visão de que a terra é instrumento de trabalho, terra para o trabalho familiar e desenvolvimento da mesma.
Estes vieses expostos pela dualidade terra de trabalho (camponesa), terra de negócio (capitalista), são regidos por princípios cujo critério segundo Paulino (2006) , D-M-D indicando que o investimento na agricultura é realizado com o objetivo de se reproduzirem mercadorias que ao serem comercializadas, devem assegurar um retorno monetário superior ao que foi investido - mais valia. Na propriedade camponesa o princípio é outro: M-D-M, em que a produção de mercadoria objetiva a obtenção de dinheiro para a aquisição de mercadorias que não se produzem, mas que são indispensáveis à reprodução da família.
Neste sentido a propriedade capitalista da terra a transforma em mercadoria, sendo a apropriação fundiária um mecanismo da orientação concentracionista e fortalecedora do capital, porém tal supremacia capitalista não descarta ou anula o camponês - pois neste desdobramento o camponês se recria.
Considerando a dinâmica agrária, posse, propriedade e uso da terra, Paulino (2006), enfatiza que o modo capitalista de produção como processo contraditório de reprodução ampliada do capital ao invés de se territorializar, monopoliza o território – bipolariza capital e trabalho, entre os meios de produção força e trabalho. Dessa forma os capitalistas aumentam suas taxas de lucro em função do rebaixamento dos salários dos trabalhadores, e na depreciação dos preços das matérias-primas o que afeta diretamente os camponeses em suas pequenas produções.
Frente aos conflitos e dificuldades impostos pelo capitalismo, aos camponeses resta a sujeição à integração capitalista em seus espaços, e ingresso nas parcerias, com destaque para a avicultura, sericulturas, fruticultura, cafeicultura pecuária e outros. Tais atividades ditas em parcerias são controladas por empresas variadas, algumas delas multinacionais e ainda pelo sistema cooperativista.
A integração em tese, é um modelo de inserção do camponês numa atividade complementar visando a renda complementar da família, porém verifica-se que tais atividades fora oferecidas ao camponês, dadas sua habilidades naturais para o referido trabalho, bem como a temporalidade e ciclo das atividades, visto que os proletários necessitam da continuidade e efetividade no trabalho o que os desabilita para tais atividades.
Na integração os camponeses estão sujeitos às regras impostas pelas empresas e/ou cooperativas, visto que a produção de matérias- primas, esta relacionadas ao lucro e depende diretamente da qualidade, quantidade e preço das mesmas, o que abre caminhos para a produção do capital, ou seja, a sujeição da renda da terra ao capital. As evidencias destas contradições que são próprias da atualidade, nas relações do capitalismo com o campesinato, no qual se consolida a concentração de capitais também proporciona acumulo de riquezas, e a exclusão dos camponeses.
Para Paulino (2006) ainda que estejamos inseridos em um circuito de autonomia, contrária à forma dominante em nossa sociedade, já que a regra é o trabalho convertido em mercadoria, os camponeses igualmente estão diante do processo exponencial da mais valia mediante a transferência da renda. Isso os lança não apenas na necessidade de aumentar a produtividade para compensar o rebaixamento do valor do trabalho vivo, mas de um modo geral, também implica na interdição acentuada ao acesso de determinados bens, inclusive àqueles de caráter básico relativos à saúde, á cultura e ao lazer.
Contudo Paulino (2006) afirma eu em sua pesquisa junto aos camponeses, que a fartura alimentar é um diferencial destes, em relação aos demais trabalhadores proletários. Porém, o camponês se integra ao mundo como pessoa que assim se reconhece mesmo diante do empobrecimento provocado pela interdição ao próprio usufruto da terra – o camponês se situa pelo seu produto. A autonomia dos camponeses no contexto da lógica de classe, se manifesta na luta e na recriação das condições de autonomia, nos meandros da atualidade moderna com suas relações comunitárias tradicionais e familiar.
Como se percebe, varias são as concepções a cerca da compreensão do papel e o lugar dos camponeses. Tendo como linha de pensamento as contradições do modo capitalista de produção na agricultura, fica claro a existência, a permanência e o crescimento incômodo, de um lado da concentração de terra e por outro, da reprodução de relações não capitalistas de produção, e ainda, sobre diferentes interpretações acadêmicas/políticas do desenvolvimento do capitalismo no campo; passando pela renda, concentração da terra e os tipos de reforma agrária desenvolvidos no Brasil..
. Concluindo, as relações camponesas de produção ficam comprimidas pela dificuldade de inovação e pela expansão capitalista no campo. A modernização não alcançou todas as classes sociais de agricultores. Desta forma engendrou-se a ocupação do território rural pelas relações capitalistas de produção, subjugando o agricultor familiar e a renda da terra, e monopolizando a terra e a riqueza produzida no campo. Trata-se da generalização das relações capitalistas de produção no interior da produção agrícola.
A sociedade capitalista é um sistema complexo vinculado a categorias econômicas: preço, capital, salário, juros, renda, que são interdependentes e indissociáveis. O camponês emprega sua força de trabalho e a de sua família, explora o meio de produção, sob seu controle, obtendo o produto de seu trabalho. Este será trocado pelo necessário à sua sobrevivência e manutenção da propriedade durante o transcorrer do período que antecede a próxima colheita, sendo impossível aplicar o cálculo capitalista do lucro.
Portanto, o camponês é a personificação da forma de produção simples de mercadorias, na qual o produtor direto detém a propriedade dos meios de produção - terra, objeto de trabalho e outros meios de trabalho - e trabalha com esses meios de produção. Por outro lado, o monopólio de classe sobre a terra e o monopólio de classe sobre o capital são imprescindíveis, no capitalismo, para subjugar o trabalho ao capital. O capitalista e o proprietário de terras se confundem na atual conjuntura econômica e fundiária brasileira. Noutro sentido, quando a posse da terra é preservada, e o agricultor emprega o seu trabalho e o de sua família, sem a utilização de trabalho assalariado na propriedade, estamos diante da sujeição da renda da terra ao capital. É a dependência do agricultor camponês em relação ao capital.
Os programas destinados às soluções dos problemas agrários, com vistas ao fornecimento de crédito, apoio técnico, máquinas e defensivos, têm como justificativa a produtividade, raramente falando-se em rentabilidade. Com efeito, as políticas públicas não levam os pequenos produtores ao fortalecimento econômico a ponto de garantir a sua permanência na terra e impedir a expropriação iminente. Todavia é neste processo contraditório das relações capitalista e não capitalista que o camponês se recria.

Referências:
OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino. GEOGRAFIA AGRÁRIA: Perspectivas no início do Século XXI. São Paulo. 2003
PAULINO, Eliane Tomiasi. Por uma Geografia dos Camponeses. São Paulo: Editora UNESP, 2006.

Reflexão e compreensão a cerca da formação do pensamento geográfico: história da geografia

Universidade Federal de Goiás – UFG
Campus de Jataí
Programa de Pós-Graduação
Mestrado em Geografia
Mestranda Iolanda Martins da Silva
SILVA, Iolanda Martins
Mestranda em Geografia
UFG/Jataí campus Riachuelo

Reflexão e compreensão a cerca da formação do pensamento geográfico: história da geografia.


A compreensão do pensamento geográfico através do tempo histórico, passa pela análise do pensamento filosófico. A Geografia tem suas origens no conhecimento global da antiguidade que buscava explicar o mundo e a existência do homem no mesmo. Assim, no intuito de sistematizar as leituras a respeito do pensamento geográfico discutiremos em um breve espaço, a visão segundo Paul Claval, dos aspectos teóricos metodológicos à respeito do objeto de estudo bem como a evolução histórica do pensamento geográfico.
Para Paul Claval a historicização da geografia evolui da geografia tradicional descritiva clássica do positivismo e do neopositivismo , para uma geografia preocupada com uma abordagem humanista e que vislumbre as dinâmicas sociais em suas várias matizes. Porém foi a partir da metade do século XX que se fez sentir mais fortemente as necessidades de uma geografia que desse conta dos movimentos de renovação e romper com a perspectiva tradicional na busca para si só de novas linguagens, novas propostas, novos caminhos
Após a Segunda Guerra Mundial, seus participantes sonharam em construir uma sociedade mais justa e mais próspera do que no início do século, onde toda a sociedade deve beneficiar se do progresso.Esses homem de ação pedem ferramentas eficazes de planificação econômica e espacial: têm necessidades de uma ciência,a interpretar evoluções complexas, não depois de terem acontecido os fatos, mas que mostrem em que sentido evoluem os sistemas das relações sociais e os fenômenos geográficos.Deve também prever todas as incidências das medidas destinadas a fazer frente, ou acelerar segundo o caso, as transformações .
A idéia de que a ciência se contenta em seguir a realidade é abandonada e é valorizada o papel da hipótese e da imaginação dos objetos de estudo científicos. O cientista aperfeiçoa o raciocínio para interpretar a realidade: esta construção teórica é tida como verdade enquanto não for contradita pela experiência .Uma hipótese científica só é aceitável se puder ser submetida a experimentação e através desta, não identificada como falsa, lembra Karl Pooper.
Este novo método, censura a geografia clássica , e juntamente com seus adeptos encontra um nome . A expressão “nova geografia” já utilizada em algumas publicações ( Claval,1964 ) é popularizada e dá uma interpretação neopositivista sistemática ao longo dos últimos anos da década de 60 . O balanço da nova geografia é positivo sob muitos pontos de vista. A geografia deixa de ser considerada uma ciência natural pois passa a tratar de realidades sociais , culturais ou econômicas. Aproxima se das ciências sociais.
Estas mudanças se dão através, principalmente, do desenvolvimento tecnológico e a aptidão para novas ferramentas de uso geográfico. Muito se pensou sobre o conhecimento de geografia articulado ao movimentos populares e dos movimentos ambientalistas e ecológicos ocorridos na década de sessenta. Difundiu-se a necessidade da relevância social e expandiram-se propostas de análise visando substituir as normas metodológicas do positivismo da geografia física tradicional .
A transposição e a dinâmica da sociedade em suas várias escalas, ocorridos na década de sessenta, difundiu-se a necessidade da relevância social e expandiram-se propostas de análise visando substituir as normas metodológicas do neopositivismo da geografia, representadas pelo materialismo dialético, fenomenologia e abordagem humanística. Tais proposições repercutiram em muitos estudos sobre os acontecimentos sociais e econômicos, no campo das questões relacionadas com a Geografia humana.
Com isso, o conhecimento científico apresentava nova dimensão a respeito da estrutura, funcionamento e dinâmica dos sistemas e à compreensão de como o mundo funciona.
Segundo Claval, “as transformações que a geografia conhece desde o início da década de 80 refletem a amplitude das mutações que afetam o mundo: o crescimento das ameaças que pesam sobre o ambiente, a mundialização da economia, a metropolização acelerada, o desmoronamento do bloco socialista, a contestação das filosofias políticas de origem ocidental”, desenha um novo perfil para o pensamento geográfico.
Assim a geografia explicativa busca compreender como os homens estruturam o espaço para permitir às sociedades funcionar eficazmente e de forma harmoniosa.
No mundo de hoje, esta etapa deve ser precedida de uma investigação sobre a maneira como os homens concebem a vida e a natureza ; a sociedade e as suas finalidades . A abordagem humanística , ainda segundo Claval é indispensável para perceber as diferentes dinâmicas em curso nas sociedades que partilham a terra..Atenta à diversidade dos sonhos e aspirações humanas , a geografia torna se essencial como introdução a todas as ciências do homem. O universo pós moderno acabou com o fetichismo do tempo. Concede ao espaço uma atenção que lhe deveria ter sido dada há muito tempo.
Concluindo, a geografia vem se ressignificando em cada contexto histórico pelo qual perpassou a humanidade.Ela não se fez de repente em sua forma científica e racional de saber. Seu desenvolvimento seguiu um caminho complexo : as abordagens que implicaram sucessivamente e a maneira de as combinar não parou de mudar...todas as matizes da humanidade sofreram as transformações e viram a imagem do mundo atual se configurar .. A Terra mantém com as sociedades humanas relações essenciais ..tomam formas diferentes consoantes as culturas e traduzem se em paisagens, modos de vida que os geógrafos se esforçam para decifrar. A geografia segundo este prisma fornece elementos de cultura em seus aspectos diversos, para que os homens se façam e se tornem autônomos” cidadãos do mundo,” em especial os homens que projetam e constroem sua história e a história da humanidade.

Reflexão e compreensão a cerca da formação do pensamento geográfico: história da geografia

Universidade Federal de Goiás – UFG
Campus de Jataí
Programa de Pós-Graduação
Mestrado em Geografia
Mestranda Iolanda Martins da Silva
Disciplina: Formação do Pensamento Geográfico

Reflexão e compreensão a cerca da formação do pensamento geográfico: história da geografia.
SILVA, Iolanda Martins¹


A compreensão do pensamento geográfico através do tempo histórico, passa pela compreensão do pensamento filosófico. A Geografia tem suas origens no conhecimento global da antiguidade que buscava explicar o mundo e a existência do homem no mesmo. Assim, no intuito de sistematizar as leituras a respeito do pensamento geográfico discutiremos em um breve espaço, a visão segundo Paul Claval, dos aspectos teóricos metodológicos à respeito do objeto de estudo bem como a evolução histórica do pensamento geográfico.
Para Paul Claval a historicização da geografia evolui da geografia tradicional descritiva clássica do positivismo e do neopositivismo , para uma geografia preocupada com uma abordagem humanista e que vislumbre as dinâmicas sociais em suas várias matizes. Porém foi a partir da metade do século XX que se fez sentir mais fortemente as necessidades de uma geografia que desse conta dos movimentos de renovação e romper com a perspectiva tradicional na busca para si só de novas linguagens, novas propostas, novos caminhos
Após a Segunda Guerra Mundial, seus participantes sonharam em construir uma sociedade mais justa e mais próspera do que no início do século, onde toda a sociedade deve beneficiar se do progresso.Esses homem de ação pedem ferramentas eficazes de planificação econômica e espacial: têm necessidades de uma ciência,a interpretar evoluções complexas, não depois de terem acontecido os fatos, mas que mostrem em que sentido evoluem os sistemas das relações sociais e os fenômenos geográficos.Deve também prever todas as incidências das medidas destinadas a fazer frente, ou acelerar segundo o caso, as transformações .
A idéia de que a ciência se contenta em seguir a realidade é abandonada e é valorizada o papel da hipótese e da imaginação dos objetos de estudo científicos. O cientista aperfeiçoa o raciocínio para interpretar a realidade: esta construção teórica é tida como verdade enquanto não for contradita pela experiência .Uma hipótese científica só é aceitável se puder ser submetida a experimentação e através desta, não identificada como falsa, lembra Karl Pooper.
Este novo método, censura a geografia clássica , e juntamente com seus adeptos encontra um nome . A expressão “nova geografia” já utilizada em algumas publicações ( Claval,1964 ) é popularizada e dá uma interpretação neopositivista sistemática ao longo dos últimos anos da década de 60 . O balanço da nova geografia é positivo sob muitos pontos de vista. A geografia deixa de ser considerada uma ciência natural pois passa a tratar de realidades sociais , culturais ou econômicas. Aproxima se das ciências sociais.
Estas mudanças se dão através, principalmente, do desenvolvimento tecnológico e a aptidão para novas ferramentas de uso geográfico. Muito se pensou sobre o conhecimento de geografia articulado ao movimentos populares e dos movimentos ambientalistas e ecológicos ocorridos na década de sessenta. Difundiu-se a necessidade da relevância social e expandiram-se propostas de análise visando substituir as normas metodológicas do positivismo da geografia física tradicional .
A transposição e a dinâmica da sociedade em suas várias escalas, ocorridos na década de sessenta, difundiu-se a necessidade da relevância social e expandiram-se propostas de análise visando substituir as normas metodológicas do neopositivismo da geografia, representadas pelo materialismo dialético, fenomenologia e abordagem humanística. Tais proposições repercutiram em muitos estudos sobre os acontecimentos sociais e econômicos, no campo das questões relacionadas com a Geografia humana.
Com isso, o conhecimento científico apresentava nova dimensão a respeito da estrutura, funcionamento e dinâmica dos sistemas e à compreensão de como o mundo funciona.
Segundo Claval, “as transformações que a geografia conhece desde o início da década de 80 refletem a amplitude das mutações que afetam o mundo: o crescimento das ameaças que pesam sobre o ambiente, a mundialização da economia, a metropolização acelerada, o desmoronamento do bloco socialista, a contestação das filosofias políticas de origem ocidental”, desenha um novo perfil para o pensamento geográfico.
Assim a geografia explicativa busca compreender como os homens estruturam o espaço para permitir às sociedades funcionar eficazmente e de forma harmoniosa.
No mundo de hoje, esta etapa deve ser precedida de uma investigação sobre a maneira como os homens concebem a vida e a natureza ; a sociedade e as suas finalidades . A abordagem humanística , ainda segundo Claval é indispensável para perceber as diferentes dinâmicas em curso nas sociedades que partilham a terra..Atenta à diversidade dos sonhos e aspirações humanas , a geografia torna se essencial como introdução a todas as ciências do homem. O universo pós moderno acabou com o fetichismo do tempo. Concede ao espaço uma atenção que lhe deveria ter sido dada há muito tempo.
Concluindo, a geografia vem se ressignificando em cada contexto histórico pelo qual perpassou a humanidade.Ela não se fez de repente em sua forma científica e racional de saber. Seu desenvolvimento seguiu um caminho complexo : as abordagens que implicaram sucessivamente e a maneira de as combinar não parou de mudar...todas as matizes da humanidade sofreram as transformações e viram a imagem do mundo atual se configurar .. A Terra mantém com as sociedades humanas relações essenciais ..tomam formas diferentes consoantes as culturas e traduzem se em paisagens, modos de vida que os geógrafos se esforçam para decifrar. A geografia segundo este prisma fornece elementos de cultura em seus aspectos diversos, para que os homens se façam e se tornem autônomos” cidadãos do mundo,” em especial os homens que projetam e constroem sua história e a história da humanidade.

Referencia Bibliográfica
CLAVAL, Paul. História da Geografia. Editora 70, Lisboa: 2006.

Aspetos Teóricos Metodológicos do Texto Espaço e Método segundo Milton Santos

Universidade Federal de Goiás – UFG Campus Jataí
Programa de Pós-Graduação/ Mestrado em Geografia
Mestranda Iolanda Martins da Silva
Disciplina: Formação do Pensamento Geográfico

Aspetos Teóricos Metodológicos do Texto Espaço e Método segundo Milton Santos


No período histórico que vivenciamos, o espaço geográfico apresenta-se como constituição de uma universalidade concreta, em que as relações de natureza sócio-espaciais se expressam como mediação multi-escalar. Esta mediação opera aproximações econômicas no território, engendrando novas dinâmicas espaciais. Isto significa que a realidade concreta contém em seu movimento elementos estruturadores da totalidade-mundo, cujo fenômeno
histórico chamamos de globalização.
Milton Santos, considera o espaço como uma instância da sociedade, ao mesmo titulo que a instância econômica e a instância cultural ideológica. Isso significa que ele contem e é contido pelas demais instâncias.A economia está no espaço assim como o espaço está na economia.o mesmo se dá com o político institucional e com o cultural ideológico.Isso quer dizer que a essência do espaço é social. Cada fração da natureza abriga uma fração da sociedade.O espaço deve ser considerado como uma totalidade a exemplo da própria natureza que lhe da vida.
Os elementos do espaço segundo o autor seriam os seguintes: o homem, as firmas, as instituições o meio ecológico e as infra estruturas .Cada elemento que compõe o espaço exercem funções entrelaçadas, intercambiáveis, e redutíveis uns aos outros. Em cada momento histórico esses elementos mudam seus papéis e suas posições no sistema temporal no sistema espacial, sendo que, a cada momento , o valor de cada qual deve ser tomado da sua relação com os demais elementos e como um todo.
O conceito de espaço como um conjunto indissociável, solidário, mas também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações traz como perspectiva teórico metodológica a compreensão de que objeto e ação compõem um par dialético fundamental nas transformações contemporâneas. As mudanças processam se por objetos técnicos – sistema de objetos – que, à luz de comandos – sistema de ações – permitem a manifestação e recomposição do conteúdo do espaço, um conteúdo político e técnico revelador do movimento geral da sociedade e do mundo, sendo o espaço uma categoria síntese que contém a
sociedade em movimento, ou seja, uma categoria analítica da totalidade .
Neste sentido o espaço esta em evolução permanente, resultando da ação de fatores internos e externos formados por elementos homólogos e não homólogos, nas estruturas demográficas, econômicas e financeiras . Todos esses processos, inserem se na dimensão temporal do espaço numa escala muito ampla, ou seja, numa escala mundial. Segundo o autor a noção de espaço é assim inseparável da idéia de sistema de tempo. A cada momento a história local, regional, nacional, ou mundial a ação das diversas variáveis depende das condições do correspondente sistema temporal.
Em cada período e sistema procura impor a modernização e mudanças de métodos criando novas atividades e novas possibilidades, porém isso significa a adaptação das atividades já existentes a um novo grau de modernismo. Assim todas as variáveis modernas não são recebidas e as variáveis recebidas não são necessariamente da mesma geração. Santos ressalta que o espaço sempre foi o local de produções. A idéia de produção supõe a idéia de lugar. Não há produção se não há o lugar e vice- versa. Espaços de produção, de circulação, de distribuição e de consumo, são elementos indissociáveis do espaço, como realidade uma e total. Atribui se a cada um dos seus movimentos um valor diferente a cada fração do território.
Na discussão acerca do novo conceito de região, esta é vista como lócus de determinadas funções da sociedade total em um determinado momento. Segundo Santos a cada contexto histórico,pois , o que se convencionou a chamar de região, isto é , um subespaço do espaço total, aparece como melhor lugar para a realização de um certo número de atividades . A região é assim definida como o resultado das possibilidades ligadas a uma certa presença de capitais fixos exercendo determinado papel ou determinadas funções técnicas e das condições de seu funcionamento econômico ,dadas as redes de relações políticas geográficas e econômicas. Desta forma a região se configura como espaço rural e espaço urbano. O que diferencia o espaço rural agrícola do espaço urbano, é a quantidade, a multidimensão das relações mantidas sobre o espaço respectivo.
Santos coloca ainda a cerca do espaço, que o território é formado por frações funcionais diversas onde sua funcionalidade depende de demanda a vários níveis desde o local até o mundial. A articulação entre diversas frações do território opera através dos fluxos que são criados em função das atividades da população e da herança espacial. Salienta ainda que a unidade espacial do trabalho é a região produtiva , pois, esta vai exigir o reconhecimento de suas relações internas e externas mais importantes ,sendo que estas relações vistas de forma interdependentes. Nestas relações o processo produtivo, visto em sua evolução, é que se dará a gama de atividades que se deseja captar: com a natureza e o passado, entre classes sociais , com áreas externas; tudo isso presidido localmente pelo processo imediato de produção, isto é, a produção de diferentes produtos em diferentes momentos históricos; diferente do que se daria em outro lugar ou área . Somente assim poderá ser reconstituída a evolução de cada área e suas relações com outras áreas.
Concluindo, a compreensão metodológica da geografia, faz parte da apreensão da realidade, porém não basta para o geógrafo limitar à visão diferenciada do homem na paisagem. É importante ultrapassar a aparência para se chegar ao significado, pois a percepção não é o conhecimento e sim um dos caminhos para se chegar a este. Neste sentido, o esforço de Santos concentrou-se no método coerente para entender o objeto de estudo da geografia, método que acompanhe o movimento das transformações e mudanças espaciais, não compreendido somente pela emergência quantitativa e sim qualitativa, que busque no cerne do movimento a vida, o cotidiano, a identidade, as especificidades dos lugares, que numa escala global possibilite visualizar as complexidades do mundo real.

Biografia.
SANTOS, Milton. Espaço e Método. São Paulo: Nobel, 1997.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

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Gênero e Diversidade na Escola - Polo São Simão
O referido Blog deverá ser um lugar de exercício coletivo da reflexão, produção e exposição de conhecimentos, numa perspectiva essencialmente educativa dos conteúdos abordados no Curso de Extensão “Gênero e Diversidade na Escola" Polo São Simão - EaD/UFG/CIAR

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Sexualidade, Diversidade e DIscriminação...
Por Simone Aparecida da Silva

A sexualidade é algo que mexe com a sociedade as pessoas muitas vezes são obrigadas a conter seus desejos sexuais para seguir o padrão heterossexual insposto pelos valores morais da sociedade,espera-se que o homem e a mulher unam-se para que possa garantir a contínuidade da espécie humana,quando nota-se o contrário e nos deparamos com a união entre dois homens ou entre duas mulheres no primeiro momento surge a rejeição daquilo que vai contra a natureza humana,apesar das pessoas estarem mais esclarecidas sobre o assunto da homossealidade e a promoção de vários eventos como movimento LGBT ,do apoio que muitos deputados e senadores vem disponibinilizando à causa dos homossexuais inclusive há uma Lei em votação no senado que punirá a homofobia do mesmo modo que o racismo,contudo ainda nota-se muito preconceito e atos discriminatórios e se essas pessoas são de classe mais inferiores o preconceito ainda é mais visível , se os homossexuais, lésbicas, bissexuais ...são indivíduos que já possuem um destaque na sociedade ou que têm um bom cargo profissional nota-se que essa rejeição é menos presente chegando até a serem adimirados e respeitados por muitos.Hoje casais homossexuais já conquistaram o direito à união judicial , o direito à adoção de crianças mas é claro que antes deve haver a aprovação judicial.Mas porém o que se questiona é que criançãs provindas desses relacionamentos podem também serem alvo de preconceitos e piadinhas no ambiente social e escolar,por isso os professores precisam estarem abertos às diversidades e preparados para lidarem com a situação no ambiente escolar até porque as crianças vem despertando cada vez mais cedo os seus instintos sexuais e atos homofobicos também são presentes nas crianças como é o caso de uma que foi agredida pelos colegas por apresentar gestos afeminados. Ao assistir o filme Kinsey me deparei com uma frase que dizia mais ou menos assim : A diversidade está presente em todos os setores da vida e cabe a nós identificá-la . Portanto nós professores devemos estarmos atentos a todo momento observando atos e gestos de alunos em sala de aula para que esses alunos não venham sofrer com atos homofóbicos , Por isso a necessidade de buscar mais conhecimento e preparo sobre o assunto para podermos promover uma educação igualitária garantintindo a formação de cidadãos independentes de sexo ou raça.
Postado por Curso Gênero e Diversidade na Escola UFG/CIAR às 11:39 0 comentários
Sexualidade, Diversidade e DIscriminação...
Especificamente em São Paulo, a parada LGBT acontece desde 1997 na Avenida Paulista. Entrou para história em 2004, pois, segundo os organizadores, passou a ser a maior marcha deste tipo no mundo. De acordo com as estimativas da Polícia Militar de São Paulo, mais de um milhão e meio de pessoas participaram do evento. As principais reivindicações do Movimento Homossexual Brasileiro neste ano continuaram sendo o direito ao casamento no civil e o fim da discriminação e homofobia.
Neste ano, a Parada Gay de São Paulo realizou-se em 14 de junho, com o tema “Sem homofobia, mais cidadania – Pela isonomia dos direitos”, enfatizando o apoio ao projeto que criminaliza a homofobia no Brasil (Projeto de Lei Complementar PLC 122/06).
A parada deixou bares lotados e contou com a presença da ex-prefeita Marta Suplicy e do atual prefeito Gilberto Kassab, do governador José Serra e a adesão de sindicalistas (CTB, CUT, Força Sindical e UGT) e de comunidades religiosas como a Comunidade Cristã Nova Esperança, além dos tradicionais ativistas e simpatizantes.
Nesse sentido, fico pensando a cerca das manifestações políticas que se dizem positivas ao movimento. Há realmente uma preocupação em prol do movimento e esclarecimento sobre sua relevância no que consta a luta em combate ao preconceito, discriminação e práticas homofóbicas ou presenciamos um interesse camuflado?

Fonte: http://www.stonewallbrasil.com/historia.html; http://pt.wikipedia.org/wiki/Parada_do_ rgulho_LGBT
Postado por Curso Gênero e Diversidade na Escola UFG/CIAR às 11:37 0 comentários
Sexualidade, Diversidade e DIscriminação...
A HISTÓRIA DO GAYPRIDE

A cada ano, no mês de junho ocorre a celebração do Pride- Dia do Orgulho. O início dessa história está em 1969, em Nova York, mais precisamente no bar Stonewall. Este bar se tornou o palco da celebração do que conhecemos hoje como movimento gay. Foi o marco zero da luta dos homossexuais por direitos civis e liberdade individual.

Antes dos anos 60, havia uma tímida legislação que mal conseguia amparar gays e lésbicas. Vivia-se uma das épocas mais intolerantes e opressoras, com o advento, por exemplo, da “caça as bruxas” imposto pelo governo americano, que perseguia comunistas. Por falta de critérios claros, passou-se a usar o pretexto político para atacar quaisquer setores da sociedade que não “se enquadravam”.

Com a efervescência cultural e política da época, aliado ao movimento hippie, os caminhos estavam abertos para o início do movimento gay.

Durante o funcionamento do bar, a polícia de Nova York dava constantes batidas no local com a intenção de extorquir os freqüentadores. Aos gritos, adentravam o bar, faziam revistas não-autorizadas e efetuavam prisões de maneira leviana e aleatória, sem critérios claros ou outras explicações. Porém, no dia 28 de junho de 1969, cansados das violências e da humilhação a que vinham sendo submetidos, as cerca de 400 pessoas que estavam lá naquela noite resolveram enfrentar a polícia com pedras, socos e o que mais estivesse ao alcance. A notícia se espalhou pelo país rapidamente (com cobertura dos principais jornais nova-iorquinos), e mais confrontos aconteceram nos dias seguintes, com cada vez mais gente aderindo à causa a favor dos gays.
De acordo com site MixBrasil, o importante jornal local Village Voice descreveu assim a cena da rebelião: "De repente, o camburão chegou e o clima esquentou. Três das mais descaradas travestis foram empurradas para dentro da viatura, junto com o barman e um outro funcionário, sob um coro de vaias da multidão. Alguém gritou conclamando o povo a virar o camburão. Nisso, saía do bar uma lésbica, que começou uma briga com os policiais. Foi nesse momento que a rebelião começou. Latas e garrafas de cerveja começaram a ser atiradas em direção aos policiais..." Após prisões, confusões e protestos, o Stonewall Inn (Christopher Street, 51 e 53) se tornou um lugar mítico e o principal pilar da luta dos gays contra a repressão e o preconceito.
A chama se espalhou e logo em seguida outras cidades americanas e o mundo estariam se juntando à causa, celebrando a data e os acontecimentos do dia. O principal legado do evento Stonewall foi despir os gays da vergonha que sentiam e unir a comunidade gay em torno de um único objetivo: a luta contra a discriminação e a favor de direitos iguais. No ano seguinte, a primeira passeata gay foi organizada e cerca de 5 mil pessoas compareceram. Desde então este número só faz crescer. Hoje o bar ocupa uma parte de seu local original e é um ponto turístico de Nova York, preferido do público gay local e dos turistas
Postado por Curso Gênero e Diversidade na Escola UFG/CIAR às 11:36 0 comentários
Sexualidade, Diversidade e DIscriminação...
Por Iolanda Martins da Silva

A discriminação tradicionalmente vem em função das diferenças sócio cultural, bem como as diferenças de sexo, cor, opção religiosa, origem étnica, e condições sócio econômicas dentre outros. A promoção da desigualdade como princípio ético para uma sociedade justa deve primar pelo reconhecimento e respeito à diversidade de valores e comportamentos relativos à sexualidade em suas diferentes formas de expressões. Essa diversidade sexual, no entanto, precisa ser afirmada nos termos de uma ética democrática, não sendo conivente com atos abusivos e de opressão.

A homofobia é a atitude de hostilidade para com os homossexuais. Embora primeiro seu elemento seja a rejeição irracional ou mesmo o ódio em relação a gays e lésbicas, a homofobia não pode ser reduzida a isso, portanto é uma manifestação arbitrária que consiste em qualificar o outro como contrário, inferior ou anormal. Devido a sua diferença, esse outro é posto fora do universo comum dos humanos. Crime abominável, amor pecaminoso, tendência perversa, prática infame, paixão abjeta, pecado contra a natureza, vício tantas designações que durante séculos serviram para qualificar o desejo e as relações sexuais ou afetivas entre pessoas do mesmo sexo. Relegado ao papel de marginal ou excêntrico, o homossexual é tido pela norma social como bizarro, estranho ou disparato.

Todos estes princípios devem ser desconstruídos em função das novas políticas, que buscam a equalização e a reconstrução de uma nova forma de vivenciar culturalmente uma sociedade sem preconceito e menos excludente.




Por Juliana Mereles de Souza
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Gênero e Diversidade na Escola - Polo São Simão
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Sexualidade, Diversidade e DIscriminação...
Por Simone Aparecida da Silva

A sexualidade é algo que mexe com a sociedade as pessoas muitas vezes são obrigadas a conter seus desejos sexuais para seguir o padrão heterossexual insposto pelos valores morais da sociedade,espera-se que o homem e a mulher unam-se para que possa garantir a contínuidade da espécie humana,quando nota-se o contrário e nos deparamos com a união entre dois homens ou entre duas mulheres no primeiro momento surge a rejeição daquilo que vai contra a natureza humana,apesar das pessoas estarem mais esclarecidas sobre o assunto da homossealidade e a promoção de vários eventos como movimento LGBT ,do apoio que muitos deputados e senadores vem disponibinilizando à causa dos homossexuais inclusive há uma Lei em votação no senado que punirá a homofobia do mesmo modo que o racismo,contudo ainda nota-se muito preconceito e atos discriminatórios e se essas pessoas são de classe mais inferiores o preconceito ainda é mais visível , se os homossexuais, lésbicas, bissexuais ...são indivíduos que já possuem um destaque na sociedade ou que têm um bom cargo profissional nota-se que essa rejeição é menos presente chegando até a serem adimirados e respeitados por muitos.Hoje casais homossexuais já conquistaram o direito à união judicial , o direito à adoção de crianças mas é claro que antes deve haver a aprovação judicial.Mas porém o que se questiona é que criançãs provindas desses relacionamentos podem também serem alvo de preconceitos e piadinhas no ambiente social e escolar,por isso os professores precisam estarem abertos às diversidades e preparados para lidarem com a situação no ambiente escolar até porque as crianças vem despertando cada vez mais cedo os seus instintos sexuais e atos homofobicos também são presentes nas crianças como é o caso de uma que foi agredida pelos colegas por apresentar gestos afeminados. Ao assistir o filme Kinsey me deparei com uma frase que dizia mais ou menos assim : A diversidade está presente em todos os setores da vida e cabe a nós identificá-la . Portanto nós professores devemos estarmos atentos a todo momento observando atos e gestos de alunos em sala de aula para que esses alunos não venham sofrer com atos homofóbicos , Por isso a necessidade de buscar mais conhecimento e preparo sobre o assunto para podermos promover uma educação igualitária garantintindo a formação de cidadãos independentes de sexo ou raça.
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Sexualidade, Diversidade e DIscriminação...
Especificamente em São Paulo, a parada LGBT acontece desde 1997 na Avenida Paulista. Entrou para história em 2004, pois, segundo os organizadores, passou a ser a maior marcha deste tipo no mundo. De acordo com as estimativas da Polícia Militar de São Paulo, mais de um milhão e meio de pessoas participaram do evento. As principais reivindicações do Movimento Homossexual Brasileiro neste ano continuaram sendo o direito ao casamento no civil e o fim da discriminação e homofobia.
Neste ano, a Parada Gay de São Paulo realizou-se em 14 de junho, com o tema “Sem homofobia, mais cidadania – Pela isonomia dos direitos”, enfatizando o apoio ao projeto que criminaliza a homofobia no Brasil (Projeto de Lei Complementar PLC 122/06).
A parada deixou bares lotados e contou com a presença da ex-prefeita Marta Suplicy e do atual prefeito Gilberto Kassab, do governador José Serra e a adesão de sindicalistas (CTB, CUT, Força Sindical e UGT) e de comunidades religiosas como a Comunidade Cristã Nova Esperança, além dos tradicionais ativistas e simpatizantes.
Nesse sentido, fico pensando a cerca das manifestações políticas que se dizem positivas ao movimento. Há realmente uma preocupação em prol do movimento e esclarecimento sobre sua relevância no que consta a luta em combate ao preconceito, discriminação e práticas homofóbicas ou presenciamos um interesse camuflado?

Fonte: http://www.stonewallbrasil.com/historia.html; http://pt.wikipedia.org/wiki/Parada_do_ rgulho_LGBT
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A HISTÓRIA DO GAYPRIDE

A cada ano, no mês de junho ocorre a celebração do Pride- Dia do Orgulho. O início dessa história está em 1969, em Nova York, mais precisamente no bar Stonewall. Este bar se tornou o palco da celebração do que conhecemos hoje como movimento gay. Foi o marco zero da luta dos homossexuais por direitos civis e liberdade individual.

Antes dos anos 60, havia uma tímida legislação que mal conseguia amparar gays e lésbicas. Vivia-se uma das épocas mais intolerantes e opressoras, com o advento, por exemplo, da “caça as bruxas” imposto pelo governo americano, que perseguia comunistas. Por falta de critérios claros, passou-se a usar o pretexto político para atacar quaisquer setores da sociedade que não “se enquadravam”.

Com a efervescência cultural e política da época, aliado ao movimento hippie, os caminhos estavam abertos para o início do movimento gay.

Durante o funcionamento do bar, a polícia de Nova York dava constantes batidas no local com a intenção de extorquir os freqüentadores. Aos gritos, adentravam o bar, faziam revistas não-autorizadas e efetuavam prisões de maneira leviana e aleatória, sem critérios claros ou outras explicações. Porém, no dia 28 de junho de 1969, cansados das violências e da humilhação a que vinham sendo submetidos, as cerca de 400 pessoas que estavam lá naquela noite resolveram enfrentar a polícia com pedras, socos e o que mais estivesse ao alcance. A notícia se espalhou pelo país rapidamente (com cobertura dos principais jornais nova-iorquinos), e mais confrontos aconteceram nos dias seguintes, com cada vez mais gente aderindo à causa a favor dos gays.
De acordo com site MixBrasil, o importante jornal local Village Voice descreveu assim a cena da rebelião: "De repente, o camburão chegou e o clima esquentou. Três das mais descaradas travestis foram empurradas para dentro da viatura, junto com o barman e um outro funcionário, sob um coro de vaias da multidão. Alguém gritou conclamando o povo a virar o camburão. Nisso, saía do bar uma lésbica, que começou uma briga com os policiais. Foi nesse momento que a rebelião começou. Latas e garrafas de cerveja começaram a ser atiradas em direção aos policiais..." Após prisões, confusões e protestos, o Stonewall Inn (Christopher Street, 51 e 53) se tornou um lugar mítico e o principal pilar da luta dos gays contra a repressão e o preconceito.
A chama se espalhou e logo em seguida outras cidades americanas e o mundo estariam se juntando à causa, celebrando a data e os acontecimentos do dia. O principal legado do evento Stonewall foi despir os gays da vergonha que sentiam e unir a comunidade gay em torno de um único objetivo: a luta contra a discriminação e a favor de direitos iguais. No ano seguinte, a primeira passeata gay foi organizada e cerca de 5 mil pessoas compareceram. Desde então este número só faz crescer. Hoje o bar ocupa uma parte de seu local original e é um ponto turístico de Nova York, preferido do público gay local e dos turistas
Postado por Curso Gênero e Diversidade na Escola UFG/CIAR às 11:36 0 comentários
Sexualidade, Diversidade e DIscriminação...
Por Iolanda Martins da Silva

A discriminação tradicionalmente vem em função das diferenças sócio cultural, bem como as diferenças de sexo, cor, opção religiosa, origem étnica, e condições sócio econômicas dentre outros. A promoção da desigualdade como princípio ético para uma sociedade justa deve primar pelo reconhecimento e respeito à diversidade de valores e comportamentos relativos à sexualidade em suas diferentes formas de expressões. Essa diversidade sexual, no entanto, precisa ser afirmada nos termos de uma ética democrática, não sendo conivente com atos abusivos e de opressão.

A homofobia é a atitude de hostilidade para com os homossexuais. Embora primeiro seu elemento seja a rejeição irracional ou mesmo o ódio em relação a gays e lésbicas, a homofobia não pode ser reduzida a isso, portanto é uma manifestação arbitrária que consiste em qualificar o outro como contrário, inferior ou anormal. Devido a sua diferença, esse outro é posto fora do universo comum dos humanos. Crime abominável, amor pecaminoso, tendência perversa, prática infame, paixão abjeta, pecado contra a natureza, vício tantas designações que durante séculos serviram para qualificar o desejo e as relações sexuais ou afetivas entre pessoas do mesmo sexo. Relegado ao papel de marginal ou excêntrico, o homossexual é tido pela norma social como bizarro, estranho ou disparato.

Todos estes princípios devem ser desconstruídos em função das novas políticas, que buscam a equalização e a reconstrução de uma nova forma de vivenciar culturalmente uma sociedade sem preconceito e menos excludente.




Por Juliana Mereles de Souza
Diversidade e DIscriminação...
Por Simone Aparecida da Silva

A sexualidade é algo que mexe com a sociedade as pessoas muitas vezes são obrigadas a conter seus desejos sexuais para seguir o padrão heterossexual insposto pelos valores morais da sociedade,espera-se que o homem e a mulher unam-se para que possa garantir a contínuidade da espécie humana,quando nota-se o contrário e nos deparamos com a união entre dois homens ou entre duas mulheres no primeiro momento surge a rejeição daquilo que vai contra a natureza humana,apesar das pessoas estarem mais esclarecidas sobre o assunto da homossealidade e a promoção de vários eventos como movimento LGBT ,do apoio que muitos deputados e senadores vem disponibinilizando à causa dos homossexuais inclusive há uma Lei em votação no senado que punirá a homofobia do mesmo modo que o racismo,contudo ainda nota-se muito preconceito e atos discriminatórios e se essas pessoas são de classe mais inferiores o preconceito ainda é mais visível , se os homossexuais, lésbicas, bissexuais ...são indivíduos que já possuem um destaque na sociedade ou que têm um bom cargo profissional nota-se que essa rejeição é menos presente chegando até a serem adimirados e respeitados por muitos.Hoje casais homossexuais já conquistaram o direito à união judicial , o direito à adoção de crianças mas é claro que antes deve haver a aprovação judicial.Mas porém o que se questiona é que criançãs provindas desses relacionamentos podem também serem alvo de preconceitos e piadinhas no ambiente social e escolar,por isso os professores precisam estarem abertos às diversidades e preparados para lidarem com a situação no ambiente escolar até porque as crianças vem despertando cada vez mais cedo os seus instintos sexuais e atos homofobicos também são presentes nas crianças como é o caso de uma que foi agredida pelos colegas por apresentar gestos afeminados. Ao assistir o filme Kinsey me deparei com uma frase que dizia mais ou menos assim : A diversidade está presente em todos os setores da vida e cabe a nós identificá-la . Portanto nós professores devemos estarmos atentos a todo momento observando atos e gestos de alunos em sala de aula para que esses alunos não venham sofrer com atos homofóbicos , Por isso a necessidade de buscar mais conhecimento e preparo sobre o assunto para podermos promover uma educação igualitária garantintindo a formação de cidadãos independentes de sexo ou raça.