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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O BULLYING NO ENSINO PUBLICO
Gilson Xavier Azevedo
Professor Ms. UEG-Quirinopolis.
PAULA, Vivian Leal de
Professora UEG-Quirinopolis.
SILVA, Fernando Martins da
Acadêmico de História, UEG-Quirinopolis.

RESUMO: Este Artigo se trata de uma pesquisa bibliográfica, precedendo o trabalho de campo que tem como objetivo o estudo sobre O bullying no ensino publico. Para tanto será utilizado fontes bibliográficas e online. Procurando a construção do conhecimento sobre esse fenômeno que a cada dia tem proporcionado inúmeros debates referentes a violência no ensino publico.
Palavras Chave: Bullying, Ensino Publico e Educação

INTRODUÇÃO
A presente proposta discursiva tem como objeto, fazer algumas considerações, para analise do bullying dentro da realidade de uma escola publica. Através de uma analise acerca das peculiaridades do bullying estabelecendo uma pesquisa bibliográfica do tema que visa o esclarecimento sobre suas características visando a analise e reflexão do fenômeno. Propondo posteriormente na pesquisa de campo investigando a possibilidade de existência do bullying, identificando seus agentes e as conseqüências provocadas aos mesmos.

Por definição bullying compreende todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotados por um ou mais estudante contra outro(s), causando doe angustia, sendo executados de uma relação desigual de poder. (LOPES, 2005. p. 164.)

O bullying no ambiente escolar e um fenômeno existente desde o principio do sistema educacional. Entretanto as pesquisas relacionadas ao tema, só tiveram inicio na década de 70 na Suécia e Dinamarca, e posteriormente na Noruega, expandiu-se as discussões para outros paises da Europa, tornando mais intensivos a partir do momento em que se comprovou que muitos dos casos de tiroteio em escolas e suicídios entre jovens tinham relações com o Bullying. Portanto Zawadski e Moz acrescentam:

estudos indicaram que dois terços dos atacantes em 37% dos tiroteios em escolas se sentiam perseguidos em função de seus longos históricos sofrendo bullying de seus colegas, que se alvo de bullying é um fator importante no suicídio entre jovens (ZAWADSKI, MOZ, 2007. p 14).

O termo bullying e de origem inglesa, e na maioria dos países onde o fenômeno e estudado emprega-se o termo em inglês. No qual o mesmo tem capacidade de abranger o maior numero de características que compõe o bullying, entretanto o termo em inglês foi adotado pela dificuldade de traduzi-lo em diversas línguas.
O bullying é composto por, vitimas, agressores, vitimas/agressores e testemunhas. E cada um de seus agentes estabelecem relações de suma importância na formação do bullying. Um dos fatores de maior relevância nos acerca do tema nos remete ao constrangimento e a violência causada as vitimas. A escolha das vitimas, exige a analise de uma serie de características que são levadas em consideração para determinar se o individuo e uma vitima em potencial, e conforme Lopes acrescenta:

Em geral, não dispõe de recursos, status ou habilidades para reagir ou cessar o bullying. Geralmente, é pouco sociável, inseguro e desesperançado quando a possibilidade de adequação ao grupo. Tem Pouco amigos, é passivo, infeliz e sofre com a vergonha ,medo, depressão e ansiedade. Sua auto-estima pode estar tão comprometida que acredita ser merecedor dos maus-tratos sofridos (LOPES, 2005. p. 167).

Segundo Fante e Pedra as praticas do bullying podem ocasionar conseqüências irreparáveis para as vitimas, agressores, vitimas agressores e/ou testemunhas, podendo ser de curto a longo prazo, ocasionando dificuldades em nível acadêmico, social, emocional e para os que sofrem bullying as chances de sofrerem depressão e baixa auto-estima quando adultos é maior. Podendo desenvolver dificuldades na sua vida adulta tanto no campo emocional e profissional.
Cléo Fante e Jose Augusto colocam um fator de suma importância referente a aos participantes do bullying, mostrando que existe uma variação e diferença de idade entre vitimas e agressores, percebendo uma intensificação conforme a evolução do grau de escolaridade e eles acrescentam:

pesquisas demonstram que a media de idade de maior incidência entre os agressores situa-se na casa de 13 aos 14, enquanto as vitimas possuem media de 11 anos, fato que comprova a teoria de que os papéis dos protagonistas se intensificam conforme aumenta o grau de escolaridade (FANTE e PEDRA, 2008, p. 47).

Atualmente no Brasil são desenvolvidas algumas a pesquisas relacionadas ao bullying,tendo como trabalho pioneiro desenvolvido por Cléo Fante e Jose Augusto que desde o final da década de 90, tem desenvolvido pesquisas que visão a analise e reflexão dos parâmetros em que o bullying esta inserido na sociedade brasileira e eles citam:
Entre 2000 e 2003, realizamos uma pesquisa pioneira, com um universo de 2 mil alunos de escolas publicas e privadas da região de São Jose do Rio Preto. Os resultados foram surpreendentes: 49% dos participantes estavam envolvidos no fenômeno. Desses 2% eram vitimas 15% agressores e 12% vitimas agressores (Op. Cit,, p. 49 e 50).

A Assembléia de SP no ano de 2007 aprova uma nova lei que visa tem como objetivo dar mais autonomia as escolas para estarem aprovando os planos de ação desenvolvidos com função de prevenir os casos de bullying, promovendo também a capacitação de professores e profissionais da educação e de acordo com o G1 apresenta:
A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou, há um mês, um projeto de lei que obriga as escolas públicas e privadas do estado a adotarem medidas preventivas contra o bullying escolar - formas de intimidação, agressão e pressão psicológica repetitiva, sem motivação evidente. Para entrar em vigor, o projeto depende da sanção do governador José Serra (PSDB). A expectativa é que o projeto seja aprovado na próxima semana. Se sancionada pelo governador, a lei também contemplará os professores, que são vítimas desse tipo de violência na escola. Pelo projeto, cada escola terá autonomia para aprovar um plano de ações para a implantação das medidas previstas no programa, entre elas capacitar os docentes e profissionais da escola; criar regras no regimento escolar contra o bullying; observar e identificar quem são os praticantes e quem são as vítimas do bullying e auxiliar as vítimas e agressores(G1, 11/08/09)

Este projeto de lei tem por iniciativa propor um pacote de medidas preventivas contra a bullying escolar, proporcionando a reestruturação da escola agindo preventivamente a favor de um ambiente escolar mais saudável tanto para alunos, quantos professores e profissionais da educação.

CONSIDERAÇOES FINAIS

Este discurso propõe algumas considerações a fim de esclarecer de que forma se caracteriza o bullying, procurando através da pesquisa proporcionar a formação de novas opiniões em relação a este fenômeno que tem se tornada cada vez mais presente nos debates do dia a dia do ensino publico
O bullying e um termo de origem inglesa, e na maioria dos países onde o fenômeno é estudado se utilizam a versão inglesa por que o mesmo pode proporcionar a união da maioria das praticas que caracterizam o mesmo.
Os estudos relacionados ao tema são recentes, e tiveram inicio no começo da década de 70 na Suécia e Dinamarca, e mais tarde na Noruega, pode proporcionar a expansão das discussões pela Europa e o Mundo. No Brasil as pesquisas só se intensificaram a partir do final da década de 90 com um trabalho pioneiro realizado por Cléo Fante e Jose Augusto Pedra.

REFERENCIAL BIBLIOGRAFICO.
1. FANTE, Cleo e PEDRA, Jose Augusto. Bullying Escolar: Perguntas e Respostas. Porto Alegre. Artmed, 2008.
2. LOPES, Neto A.A. Bullying – Comportamento agressivo entre estudantes. J. Pediatria. Rio de Janeiro 2005 : 81 (5 Supl.): S 164 – S172.
3. MOZ. Jane Middelton e ZAWADSKI, Mary Lee. Bullying: Estrategias de Sobrevivência para Crianças e Adultos. Porto Alegre. Artmed. 2007

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